Foram anos de reivindicações para conquistar direitos políticos no Brasil. Entre os anos de 1910 a 1934, as mulheres tiveram de lutar para poderem se candidatar a cargos públicos e escolher representantes políticos. Hoje, em 2010, além de deputadas, senadoras e governadoras, existem 505 mulheres à frente de prefeituras em todo país. Em consideração ao Dia Internacional da Mulher, 8 de março, parabenizamos todas as gestoras brasileiras. Ao longo da história das feministas, um Estado brasileiro se destacou. Foi no Rio Grande do Norte que surgiram os primeiros nomes de mulheres municipalistas: a vereadora de Natal, Júlia Barbosa, e a prefeita de Lajes, Alzira Soriano. O governo potiguar permitiu, em 1927, que as mulheres daquele Estado votassem e fossem votadas. A nível nacional, esse direito só veio em 1932, com o novo Código Eleitoral. As brasileiras votaram pela primeira vez na eleição da Assembleia Nacional Constituinte de 1934, depois da formação de várias federações e alianças em nome desse ideal.
Em 1958, na Bahia, Dejanira Resende de Souza tomava posse, na cidade de Belmonte, tornando-se a primeira prefeita do Estado. Na Bahia, dos 417 municípios, 46 são administrados por mulheres, aproximadamente 11% das prefeituras baianas. Em 2008, o número de prefeitas eleitas cresceu 25% em relação a 2004, mas o número ainda é pequeno. Ainda assim a Bahia está acima da média nacional, que é de 9% de mulheres prefeitas. Na nossa região temos Jailma Gama, Prefeita de Banzaê, Fátima Nunes, Prefeita de Euclides da Cunha, e Enavilma Negromonte, Prefeita de Glória.
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